Em uma prestigiada solenidade realizada nesta quinta-feira (21/09), tomaram posse no Postalis o novo presidente do Conselho Deliberativo, Hudson Alves da Silva, que até então atuava como interino, e três novos membros do colegiado: os titulares Vinícius Moreno (que também será presidente substituto) e Angelo Saraiva Donga, além da suplente Ludmila Carneiro Cavalcante. Todos foram indicados pelo patrocinador Correios para compor o órgão máximo da administração, em cumprimento ao estatuto do fundo de pensão, e cumprirão mandatos até 30 de junho de2026.

A cerimônia foi realizada presencialmente na sede do Instituto, em Brasília, com transmissão pela internet, contando com a participação do presidente dos Correios, Fabiano dos Santos e de toda a Diretoria Executiva da empresa, além da Diretoria Executiva do Postalis. Como convidados participaram o superintendente da Previc, Ricardo Pena, e outros dois diretores do órgão fiscalizador, Alcinei Cardoso Rodrigues e João Paulo de Souza; os deputados federais Arlindo Chinaglia, Kiko Celeguim e Alencar Santana; e o chefe de gabinete da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Richard Back, representando o ministro Alexandre Padilha, juntamente com os demais membros do Conselho Deliberativo e Fiscal do Instituto, representantes de associações, federações e sindicatos que reúnem participantes e assistidos do Postalis.
Em nome dos conselheiros empossados, o novo presidente, Hudson Alves da Silva, agradeceu a honra e a responsabilidade da missão: “O desafio é realmente muito grande e temos o compromisso de fazer o que é melhor para todos os participantes, mais de 160 mil pessoas. Já vemos uma cara nova do Postalis, avançando bastante na transparência, gestão de investimentos, governança e na observância de compliance, que são pilares essenciais à segurança dos participantes”, afirmou.

O presidente do Postalis agradeceu o empenho dos conselheiros que deixaram seus cargos e reforçou a importância, citada pelo Conselho, da busca de soluções eficazes para reparar prejuízos causados pelo antigo gestor de investimentos do Instituto, o banco BNY Mellon. “Temos dito aqui que o Postalis não tem espaço para erro, para aventuras, seja no cumprimento da legislação, nas melhores práticas de governança ou na administração dos investimentos”, disse, lembrando a ação realizada por sindicatos nos EUA em defesa do Instituto. “Resgatar investimentos que no passado não deram certo é fundamental para a sobrevivência do Postalis. Vamos fazer com que o participante volte a ter a visão que o sonho que ele depositou aqui vai se realizar. É responsabilidade nossa, dos Correios e das associações fazer com que todos voltem a ter orgulho de participar do Postalis”, avaliou.
Em sua fala, o presidente dos Correios falou da sinergia para uma boa gestão conjunta. “Sabemos da situação que encontramos, das sequelas deixadas pelo longo período de intervenção, mas temos um time preparado e organizado para dar resultados. Temos centralidade na questão do BNY Mellon e vamos buscar responsabilização na justiça e onde for necessário para trazer recursos de volta aos donos, que são os trabalhadores dos Correios.”
O evento contou também com manifestações de apoio e suporte dos deputados e do representante do Governo Federal, além da Previc. “Estamos atentos para a situação delicada em termos de solvência e liquidez do Postalis. Queremos contribuir para que a governança seja fortalecida e que o Instituto encontre seus caminhos”, avaliou o superintendente da autarquia, Ricardo Pena.


A carteira de empréstimos é uma modalidade de investimentos que permite retornos para os planos de previdência. Ao mesmo tempo, ajuda os participantes a organizar sua vida financeira em momentos de necessidade, com condições competitivas, já que o Instituto não tem fins lucrativos. “É uma linha de crédito mais barata que o participante pode utilizar de acordo com sua vontade, podendo também pagar outras dívidas mais caras. Ou seja, é um investimento adequado e rentável para o Instituto e excelente para os participantes”, exemplifica o diretor. Além do menor custo, o participante não precisa apresentar garantias, normalmente exigidas em instituições financeiras.

Sindicalistas de várias partes do mundo, de diferentes categorias, fazem uma manifestação hoje em Nova York (Estados Unidos), em frente à sede do banco BNY Mellon, cobrando as responsabilidades do antigo gestor de fundos de investimentos do Postalis sobre os prejuízos causados. Representantes da Federação dos Aposentados e Aposentáveis dos Correios (FAACO), da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP), da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT) e da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), assim como de outros sindicatos do Brasil, em especial do setor bancário, fazem parte do movimento em apoio ao Postalis.
O Postalis mantém mais de 10 ações judiciais no Brasil para reparação destes danos, quea guardam decisões definitivas. Uma dessas iniciativas é a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal, que conta com o Instituto como assistente de acusação, com valor estimado em R$8 bilhões. Além da batalha na Justiça, o Postalis também tenta há anos fazer com que a subsidiária do BNY Mellon no Brasil assuma suas responsabilidades, mas as negociações não avançam.

