Mais de 50 instituições enviam propostas de crédito privado

Interesse demonstra retomada da confiança do mercado financeiro sobre o Instituto.

Centenas de propostas de mais de 50 instituições financeiras do Brasil foram enviadas ao Postalis, que pretende alocar uma parcela de sua carteira de investimentos em crédito privado. “Essa é mais uma demonstração da retomada da confiança do mercado financeiro sobre o Instituto. Com a governança fortalecida, podemos buscar parceiros que tragam os melhores resultados para nossos planos de previdência complementar”, considera o Diretor de Investimentos, Pedro Pedrosa.

Segundo o gerente de Investimentos, Hugo Carvalho, as propostas contemplam diferentes estratégias, entre fundos exclusivos, abertos, lastreados em índices de inflação, infraestrutura, estruturados, CRIs, CRAs e outras modalidades. Isso permitirá a diversificação dos investimentos dos planos sem aumentar consideravelmente o risco da carteira, leia mais aqui.

A partir de agora, o Instituto fará análises para identificar os ativos adequados aos limites de riscos aprovados nas Políticas de Investimentos dos planos do Postalis, com rentabilidade compatível à meta atuarial e prêmios superiores aos títulos públicos (NTN-Bs). “Buscamos crédito saudável, com controles e riscos compatíveis aos nossos objetivos”, explica o gerente. Após a análise preliminar, as instituições serão chamadas para aprofundar suas propostas. “A ideia é escolher alguns ativos e continuar monitorando o mercado, para fazer as alocações quando surgirem as melhores oportunidades”, afirma Carvalho.

Revista reconhece Postalis como destaque na seleção de investimentos

Top Fund Selectors, publicação da Citywire Brasil, elegeu “15 instituições que estão na vanguarda da seleção de fundos no Brasil”

A decisão sobre como aplicar no mercado financeiro os recursos dos participantes, assistidos e patrocinadores dos planos de previdência complementar do Postalis passa por um trabalho minucioso da equipe de investimentos, que nos últimos anos vem sendo embasado nas melhores práticas de governança do mercado. A qualidade desta análise acaba de ser reconhecida pelo portal Citywire Brasil, braço da publicação britânica que desde 1999 avalia gestores de capitais em diversos países. O Postalis foi uma das instituições incluídas na primeira edição brasileira da revista Top Fund Selectors, que elegeu “15 instituições que estão na vanguarda da seleção de fundos no Brasil” – segundo a revista.

“Os executivos responsáveis por selecionar fundos para as suas plataformas de investimentos, fundos de fundos e portfólios de investimentos precisam estar atentos às tendências do mercado e ao mesmo tempo ter uma sensibilidade para encontrar o melhor gestor dentro da estratégia selecionada. Acreditamos que esse trabalho essencial deve ser reconhecido”, informa a revista em seu editorial.

A publicação traz depoimentos do Diretor de Investimentos, Pedro Pedrosa, e do Gerente de Investimentos, Ruy Nagano. “Para nossa equipe é um orgulho estar entre os destaques junto à tantas instituições de renome, o que traduz confiabilidade à atual gestão dos planos do Postalis, em benefício de todos os que participam deles”, ressalta o diretor.

O Instituto aparece na revista ao lado de outros fundos de pensão – Previ, Petros, Vivest e Fundação Copel – além de gestores de grande porte como o Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, XP, BTG Pactual e Credit Suisse, entre outros.

CLIQUE AQUI para ler os depoimentos do Postalis.

Postalis escolhe mais uma gestora e monta equipe própria de renda variável

Em busca de diversificação, XP Advisory foi selecionada para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Equipe própria também será montada para gerir recursos.

Em um cenário desafiador para que os investimentos possam superar a meta atuarial dos planos de previdência, o Postalis vem realizando adequações em sua carteira, que soma quase R$ 10 bilhões, em busca de maior diversificação. O mais recente movimento do Instituto foi a escolha de mais uma gestora para seus ativos de renda variável no Brasil e a aprovação de uma equipe interna, a ser constituída, para gerir parte destes investimentos.

Após o lançamento de um edital público, a XP Advisory foi selecionada, entre 13 gestoras que apresentaram propostas ao Postalis, para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Outros R$ 1,1 bilhão já estão nesta classe de ativos, geridos pela Vinci Partners, que também atuando para o Postalis.

A intenção é adotar estratégias diferentes e complementares, utilizando a experiência das gestoras no mercado. Modelo idêntico foi utilizado no edital de seleção para investimentos no exterior, pelo qual duas gestoras – BTG Pactual e Franklin Templeton – foram eleitas entre 18 candidatas e serão responsáveis por cerca de R$ 800 milhões. 

“O interesse das principais gestoras de capitais pelo Postalis demonstra, mais uma vez, o retorno da confiança do mercado financeiro na solidez do Instituto, após a reorganização dos últimos anos”, avalia o Diretor de Investimentos, Pedro Pedrosa. Alvo de desvios em administrações passadas, que resultaram em uma intervenção federal por quase dois anos, o Postalis reformulou sua governança, está encaminhando a solução para o déficit do Plano BD e vem adequando sua gestão de investimentos ao cenário de juros baixos para aumentar a rentabilidade.

Além da atuação com as gestoras, o Postalis também pretende internalizar parte da carteira de renda variável no Brasil. Para isso, irá contratar um coordenador e dois analistas para formar um núcleo de renda variável, sob o comando da Diretoria de Investimentos. Essa equipe deverá ficar responsável por gerir, inicialmente, de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões. “A ideia é passar de 11% para 15% o percentual de renda variável na carteira do Postalis, otimizando os resultados diante de um cenário de juros baixos, no qual a renda fixa já não é mais suficiente para cobrir os compromissos dos planos”, completa Pedrosa.

Postalis define gestores de investimentos no exterior e abre seleção para renda variável

BTG Pactual e Franklin Templeton foram escolhidos entre 18 concorrentes para gerir fundos estrangeiros para o Instituto

Após um processo seletivo que contou com a participação de 18 interessados, o Postalis, fundo de pensão dos Correios, definiu a contratação de duas gestoras de capitais para operar seus investimentos no exterior: o brasileiro BTG Pactual e a norte-americana Franklin Templeton. Elas dividirão cerca de R$ 800 milhões na criação de fundos exclusivos para o Postalis, a serem formados por ativos diretamente no exterior, o que tem sido uma tendência crescente do mercado financeiro para aumentar a rentabilidade, diante dos juros baixos no Brasil.

“Dividir a alocação em duas gestoras é salutar porque gera concorrência entre as estratégias de cada uma e aumenta a diversificação na nossa carteira. Além disso, ampliamos a transferência de tecnologia para o Postalis, já que teremos relacionamento com casas que possuem visões diferentes e complementares”, avalia o gerente de Investimentos, Ruy Nagano.

Com as novas alocações no exterior, o Postalis aumentará a participação desta classe de ativos na carteira para cerca de 9%, na média dos planos BD e Postalprev, próximo do limite legal autorizado para as entidades fechadas de previdência complementar, que é de 10%. A intenção é captar ganhos de rentabilidade com a valorização do dólar provocada pela recuperação da economia norte-americana, mas os gestores também poderão apresentar oportunidades em outras partes do mundo.

O interesse de 18 dos principais gestores de capitais no mundo em participar da seleção do Postalis foi uma surpresa positiva para o Instituto, que desde o fim da intervenção federal, em dezembro de 2019, reconstituiu a administração com novas lideranças e fortaleceu a governança dos investimentos, alvo de desvios no passado. “O mercado já vê o Postalis com outros olhos”, comemora Nagano.

Por isso, a expectativa é de que o próximo edital de seleção de gestores atraia ainda mais concorrentes. O Instituto irá buscar mais um gestor para a carteira de renda variável no Brasil, hoje administrada pela Vinci Partners, com R$ 1 bilhão. Serão mais R$ 600 milhões nesta classe de ativos destinados ao novo gestor a ser escolhido. O foco é o mesmo: ampliar a diversificação, o relacionamento e a rentabilidade, essencial para cumprir as metas atuariais dos planos de previdência.

Postalis vai selecionar gestores para novos fundos multimercados

A fundação pretende substituir os três fundos que possui nessa classe, todos de estratégia macro, por quatro novos fundos com estratégias quantitativas, long short direcional, long short neutro e juros e moeda.

Além de mudar as estratégias, a fundação também pretende ampliar a alocação da carteira, dos atuais R$ 45 milhões para R$ 200 milhões até o final deste ano.

Segundo o diretor de investimentos do Postalis, Pedro Pedrosa, “os atuais fundos multimercado têm apresentado performance muito abaixo do benchmark na relação risco e retorno.

Nosso objetivo é buscar essas novas estratégias, mais adequadas à nossa carteira”. Além do baixo retorno trazido pela estratégia macro, também pesou na decisão de substituir as estratégias um estudo que projetou o retorno potencial dos  macro, num horizonte de 12, 24 e 36 meses, abaixo do que trariam as quatro novas estratégias.

A meta de retorno estabelecida na Política de Investimentos 2021-2025 da fundação para os fundos multimercados, é de Selic mais 4 pontos percentuais.

Além da mudança na carteira de multimercados a Postalis também pretende incrementar sua exposição em renda variável e investimentos no exterior, seguindo a lógica de ampliar o risco para conseguir rentabilizar melhor a carteira num cenário desafiador de juros baixos,  bastante complexo para as fundações alcançarem as metas atuariais dos seus planos de benefícios.

No final de 2019, quando terminou a intervenção no Postalis e assumiu a atual diretoria, a carteira de investimentos do Postalis estava com cerca de 80% concentrada em renda fixa. Desde então a fundação segue um plano de diversificação das alocações.

Fonte: Revista Investidor Institucional – 07-05-2021