Postalis escolhe mais uma gestora e monta equipe própria de renda variável

Em busca de diversificação, XP Advisory foi selecionada para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Equipe própria também será montada para gerir recursos.

Em um cenário desafiador para que os investimentos possam superar a meta atuarial dos planos de previdência, o Postalis vem realizando adequações em sua carteira, que soma quase R$ 10 bilhões, em busca de maior diversificação. O mais recente movimento do Instituto foi a escolha de mais uma gestora para seus ativos de renda variável no Brasil e a aprovação de uma equipe interna, a ser constituída, para gerir parte destes investimentos.

Após o lançamento de um edital público, a XP Advisory foi selecionada, entre 13 gestoras que apresentaram propostas ao Postalis, para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Outros R$ 1,1 bilhão já estão nesta classe de ativos, geridos pela Vinci Partners, que também atuando para o Postalis.

A intenção é adotar estratégias diferentes e complementares, utilizando a experiência das gestoras no mercado. Modelo idêntico foi utilizado no edital de seleção para investimentos no exterior, pelo qual duas gestoras – BTG Pactual e Franklin Templeton – foram eleitas entre 18 candidatas e serão responsáveis por cerca de R$ 800 milhões. 

“O interesse das principais gestoras de capitais pelo Postalis demonstra, mais uma vez, o retorno da confiança do mercado financeiro na solidez do Instituto, após a reorganização dos últimos anos”, avalia o Diretor de Investimentos, Pedro Pedrosa. Alvo de desvios em administrações passadas, que resultaram em uma intervenção federal por quase dois anos, o Postalis reformulou sua governança, está encaminhando a solução para o déficit do Plano BD e vem adequando sua gestão de investimentos ao cenário de juros baixos para aumentar a rentabilidade.

Além da atuação com as gestoras, o Postalis também pretende internalizar parte da carteira de renda variável no Brasil. Para isso, irá contratar um coordenador e dois analistas para formar um núcleo de renda variável, sob o comando da Diretoria de Investimentos. Essa equipe deverá ficar responsável por gerir, inicialmente, de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões. “A ideia é passar de 11% para 15% o percentual de renda variável na carteira do Postalis, otimizando os resultados diante de um cenário de juros baixos, no qual a renda fixa já não é mais suficiente para cobrir os compromissos dos planos”, completa Pedrosa.

Postalis define gestores de investimentos no exterior e abre seleção para renda variável

BTG Pactual e Franklin Templeton foram escolhidos entre 18 concorrentes para gerir fundos estrangeiros para o Instituto

Após um processo seletivo que contou com a participação de 18 interessados, o Postalis, fundo de pensão dos Correios, definiu a contratação de duas gestoras de capitais para operar seus investimentos no exterior: o brasileiro BTG Pactual e a norte-americana Franklin Templeton. Elas dividirão cerca de R$ 800 milhões na criação de fundos exclusivos para o Postalis, a serem formados por ativos diretamente no exterior, o que tem sido uma tendência crescente do mercado financeiro para aumentar a rentabilidade, diante dos juros baixos no Brasil.

“Dividir a alocação em duas gestoras é salutar porque gera concorrência entre as estratégias de cada uma e aumenta a diversificação na nossa carteira. Além disso, ampliamos a transferência de tecnologia para o Postalis, já que teremos relacionamento com casas que possuem visões diferentes e complementares”, avalia o gerente de Investimentos, Ruy Nagano.

Com as novas alocações no exterior, o Postalis aumentará a participação desta classe de ativos na carteira para cerca de 9%, na média dos planos BD e Postalprev, próximo do limite legal autorizado para as entidades fechadas de previdência complementar, que é de 10%. A intenção é captar ganhos de rentabilidade com a valorização do dólar provocada pela recuperação da economia norte-americana, mas os gestores também poderão apresentar oportunidades em outras partes do mundo.

O interesse de 18 dos principais gestores de capitais no mundo em participar da seleção do Postalis foi uma surpresa positiva para o Instituto, que desde o fim da intervenção federal, em dezembro de 2019, reconstituiu a administração com novas lideranças e fortaleceu a governança dos investimentos, alvo de desvios no passado. “O mercado já vê o Postalis com outros olhos”, comemora Nagano.

Por isso, a expectativa é de que o próximo edital de seleção de gestores atraia ainda mais concorrentes. O Instituto irá buscar mais um gestor para a carteira de renda variável no Brasil, hoje administrada pela Vinci Partners, com R$ 1 bilhão. Serão mais R$ 600 milhões nesta classe de ativos destinados ao novo gestor a ser escolhido. O foco é o mesmo: ampliar a diversificação, o relacionamento e a rentabilidade, essencial para cumprir as metas atuariais dos planos de previdência.