Equipe do Escritório da Previc em SP visita sede do Postalis

Encontro teve o objetivo de alinhar os tópicos de interesse com as áreas técnicas e conhecer as atuais instalações do Instituto.

Nesta segunda-feira (11), o Postalis recebeu a visita da equipe de fiscalização de acompanhamento da Superintendência Nacional de Previdência Complementar – Previc. O intuito dos supervisores era conhecer as instalações do Instituto já que o acompanhamento é feito por meio do Escritório de Representação em São Paulo (ERSP).
A equipe composta pelos auditores Peterson Gonçalves, Estevam Brayn, Clóvis Guimarães Coelho e Pedro Iwao Kakitani foi recepcionada no saguão de entrada do Postalis pela Diretoria-Executiva e os gerentes das áreas.

O presidente Paulo Humberto de Oliveira deu as boas-vindas aos visitantes e em sua fala ressaltou a importância da recuperação da imagem no período pós-intervenção. “Muito já foi feito em termos de recuperação de investimentos e capacitação dos profissionais. Tenho certeza de que estamos no caminho certo para o resgate da imagem do instituto”, destacou.

O auditor Peterson Gonçalves, Chefe Regional do ERSP, disse que “o intuito do órgão não é gerar recomendações, pontos de auditoria e nem aplicar autos de infração, e sim cooperar para a implantação e acompanhamento das melhores práticas do mercado”. Ele destacou que “resgatar a imagem do setor foi a missão naquela época de intervenção, e que hoje o Postalis já não nos traz preocupação”.
Ao comentar as melhorias pontuadas pelo presidente Paulo Humberto, Peterson Gonçalves acredita que a política de Recursos Humanos é um braço importantíssimo para a sustentabilidade de uma boa governança. “Uma rotina de seleção e contratação baseada em critérios técnicos deve ser a base para a melhoria contínua da mão de obra especializada que o setor de previdência precisa”, destacou.

Os supervisores da Previc fizeram um breve tour pelas dependências do Postalis e seguiram para a reunião de trabalho com a Diretoria-Executiva. Ao final do encontro, eles ainda conversaram com alguns gestores específicos que estão tratando de assuntos de interesse e acompanhamento do órgão fiscalizador.

Previc determina suspensão temporária de empréstimos a empregados dos Correios

Previc determina suspensão temporária de novos empréstimos para empregados dos Correios. Postalis estuda, com os Correios, desconto parcial em folha para evitar a suspensão.

A Previc, órgão fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar, determinou que o Postalis suspenda, a partir do dia 19 de novembro, novas concessões de empréstimos a funcionários ativos dos Correios. A razão é a alta inadimplência, em torno de 20%, dos contratos em vigor.

Para evitar a suspensão, o Instituto vem trabalhando com os Correios numa solução tecnológica para permitir o desconto parcial de parcelas na folha de pagamentos dos empregados da Empresa.

Hoje, a Estatal realiza o desconto em folha somente no valor integral da parcela e caso ela esteja dentro da margem consignável. A ideia é descontar o que couber dentro desta margem, cobrando o restante por meio de boleto.

A determinação da Previc valerá apenas para a concessão de novos empréstimos a este público. Como o desconto parcial já ocorre para os assistidos e para os funcionários do Postalis, não haverá alterações para estes segmentos. Também, nada muda para os empregados dos Correios que já possuem empréstimos contratados.

Recentemente, o Postalis atualizou o regulamento dos empréstimos para permitir o desconto parcial dos empregados ativos dos Correios, já que a regra anterior falava somente dos assistidos.

Caso seja implementado o desconto parcial até o prazo estabelecido pela Previc para a suspensão dos empréstimos, o fechamento da carteira não será mais necessário.

Desde a intervenção, o Instituto vem adotando medidas para reduzir a inadimplência dos empréstimos e manter funcionando esse importante serviço que também é um significativo investimento dos recursos dos planos BD e Postalprev.

Entretanto, é fundamental que os participantes tenham sempre em mente que todos perdem com a inadimplência.

Postalis escolhe mais uma gestora e monta equipe própria de renda variável

Em busca de diversificação, XP Advisory foi selecionada para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Equipe própria também será montada para gerir recursos.

Em um cenário desafiador para que os investimentos possam superar a meta atuarial dos planos de previdência, o Postalis vem realizando adequações em sua carteira, que soma quase R$ 10 bilhões, em busca de maior diversificação. O mais recente movimento do Instituto foi a escolha de mais uma gestora para seus ativos de renda variável no Brasil e a aprovação de uma equipe interna, a ser constituída, para gerir parte destes investimentos.

Após o lançamento de um edital público, a XP Advisory foi selecionada, entre 13 gestoras que apresentaram propostas ao Postalis, para realizar a alocação de cerca de R$ 600 milhões em Fundos de Fundos (FoFs) de renda variável no Brasil. Outros R$ 1,1 bilhão já estão nesta classe de ativos, geridos pela Vinci Partners, que também atuando para o Postalis.

A intenção é adotar estratégias diferentes e complementares, utilizando a experiência das gestoras no mercado. Modelo idêntico foi utilizado no edital de seleção para investimentos no exterior, pelo qual duas gestoras – BTG Pactual e Franklin Templeton – foram eleitas entre 18 candidatas e serão responsáveis por cerca de R$ 800 milhões. 

“O interesse das principais gestoras de capitais pelo Postalis demonstra, mais uma vez, o retorno da confiança do mercado financeiro na solidez do Instituto, após a reorganização dos últimos anos”, avalia o Diretor de Investimentos, Pedro Pedrosa. Alvo de desvios em administrações passadas, que resultaram em uma intervenção federal por quase dois anos, o Postalis reformulou sua governança, está encaminhando a solução para o déficit do Plano BD e vem adequando sua gestão de investimentos ao cenário de juros baixos para aumentar a rentabilidade.

Além da atuação com as gestoras, o Postalis também pretende internalizar parte da carteira de renda variável no Brasil. Para isso, irá contratar um coordenador e dois analistas para formar um núcleo de renda variável, sob o comando da Diretoria de Investimentos. Essa equipe deverá ficar responsável por gerir, inicialmente, de R$ 100 milhões a R$ 200 milhões. “A ideia é passar de 11% para 15% o percentual de renda variável na carteira do Postalis, otimizando os resultados diante de um cenário de juros baixos, no qual a renda fixa já não é mais suficiente para cobrir os compromissos dos planos”, completa Pedrosa.

Postalis define gestores de investimentos no exterior e abre seleção para renda variável

BTG Pactual e Franklin Templeton foram escolhidos entre 18 concorrentes para gerir fundos estrangeiros para o Instituto

Após um processo seletivo que contou com a participação de 18 interessados, o Postalis, fundo de pensão dos Correios, definiu a contratação de duas gestoras de capitais para operar seus investimentos no exterior: o brasileiro BTG Pactual e a norte-americana Franklin Templeton. Elas dividirão cerca de R$ 800 milhões na criação de fundos exclusivos para o Postalis, a serem formados por ativos diretamente no exterior, o que tem sido uma tendência crescente do mercado financeiro para aumentar a rentabilidade, diante dos juros baixos no Brasil.

“Dividir a alocação em duas gestoras é salutar porque gera concorrência entre as estratégias de cada uma e aumenta a diversificação na nossa carteira. Além disso, ampliamos a transferência de tecnologia para o Postalis, já que teremos relacionamento com casas que possuem visões diferentes e complementares”, avalia o gerente de Investimentos, Ruy Nagano.

Com as novas alocações no exterior, o Postalis aumentará a participação desta classe de ativos na carteira para cerca de 9%, na média dos planos BD e Postalprev, próximo do limite legal autorizado para as entidades fechadas de previdência complementar, que é de 10%. A intenção é captar ganhos de rentabilidade com a valorização do dólar provocada pela recuperação da economia norte-americana, mas os gestores também poderão apresentar oportunidades em outras partes do mundo.

O interesse de 18 dos principais gestores de capitais no mundo em participar da seleção do Postalis foi uma surpresa positiva para o Instituto, que desde o fim da intervenção federal, em dezembro de 2019, reconstituiu a administração com novas lideranças e fortaleceu a governança dos investimentos, alvo de desvios no passado. “O mercado já vê o Postalis com outros olhos”, comemora Nagano.

Por isso, a expectativa é de que o próximo edital de seleção de gestores atraia ainda mais concorrentes. O Instituto irá buscar mais um gestor para a carteira de renda variável no Brasil, hoje administrada pela Vinci Partners, com R$ 1 bilhão. Serão mais R$ 600 milhões nesta classe de ativos destinados ao novo gestor a ser escolhido. O foco é o mesmo: ampliar a diversificação, o relacionamento e a rentabilidade, essencial para cumprir as metas atuariais dos planos de previdência.

Postalis vai selecionar gestores para novos fundos multimercados

A fundação pretende substituir os três fundos que possui nessa classe, todos de estratégia macro, por quatro novos fundos com estratégias quantitativas, long short direcional, long short neutro e juros e moeda.

Além de mudar as estratégias, a fundação também pretende ampliar a alocação da carteira, dos atuais R$ 45 milhões para R$ 200 milhões até o final deste ano.

Segundo o diretor de investimentos do Postalis, Pedro Pedrosa, “os atuais fundos multimercado têm apresentado performance muito abaixo do benchmark na relação risco e retorno.

Nosso objetivo é buscar essas novas estratégias, mais adequadas à nossa carteira”. Além do baixo retorno trazido pela estratégia macro, também pesou na decisão de substituir as estratégias um estudo que projetou o retorno potencial dos  macro, num horizonte de 12, 24 e 36 meses, abaixo do que trariam as quatro novas estratégias.

A meta de retorno estabelecida na Política de Investimentos 2021-2025 da fundação para os fundos multimercados, é de Selic mais 4 pontos percentuais.

Além da mudança na carteira de multimercados a Postalis também pretende incrementar sua exposição em renda variável e investimentos no exterior, seguindo a lógica de ampliar o risco para conseguir rentabilizar melhor a carteira num cenário desafiador de juros baixos,  bastante complexo para as fundações alcançarem as metas atuariais dos seus planos de benefícios.

No final de 2019, quando terminou a intervenção no Postalis e assumiu a atual diretoria, a carteira de investimentos do Postalis estava com cerca de 80% concentrada em renda fixa. Desde então a fundação segue um plano de diversificação das alocações.

Fonte: Revista Investidor Institucional – 07-05-2021