abrir

SINDAPP responde à Revista EXAME

sexta-feira, 31 de agosto, de 2012, 17:33.
Imprimir | Versão em PDF Enviar por email

Reproduzimos, em seguida, a correspondência enviada pela Presidente do SINDAPP, Nélia Pozzi, ao editor da revista EXAME, rechaçando a exemplo do que fez também a ABRAPP as inverdades publicadas na matéria sob o título “Pensão sem fundos”: 

“Habituada, inclusive por sua revista  EXAME, que aprendi a respeitar como praticante do melhor jornalismo, a  ver na imprensa uma fonte segura de informação, surpreendeu-me no limite da decepção a matéria publicada na mais recente edição sob o título “Pensão sem fundos”. Como o texto trata de um assunto que conheço de muito perto há bastante tempo, pude avaliar chocada o quanto um segmento sem falsa modéstia tão importante da vida social e econômica do País pode ser tratado em uma reportagem distante da verdade dos fatos.

A indignação causada, como não podia deixar de ser, foi grande e produziu as mais variadas e justas manifestações. Carta foi endereçada à revista pela Abrapp, contestando cada uma das inverdades,  não faltando números que comprovam a saúde financeira e a estabilidade atuarial dos planos administrados por nosso regime de previdência complementar.  Para não repetir os argumentos que contestaram a reportagem, vou me concentrar mais em outros aspectos.

E um desses aspectos, frequentemente esquecido, é que dirigentes de fundos de pensão respondem eles mesmos e diretamente com os seus próprios bens por qualquer ato irregular de gestão. Tampouco é muito lembrado que esses fundos, mesmo sendo entidades previdenciárias e não financeiras, são fiscalizados com o mesmo rigor como se participassem desse segundo grupo. A atuar na fiscalização há uma autarquia com foco exclusivo em nosso segmento, além de todos os demais organismos que habitualmente fiscalizam o mercado de capitais.

Trabalhadores e profissionais, ao ingressarem no regime previdenciário complementar, ganham automaticamente o direito de eleger os seus representantes nos conselhos deliberativos e fiscais e em alguns casos até mesmo na diretoria dos fundos. E tudo isso, claro, para fiscalizar mais de perto. O mesmo que fazem empresas que patrocinam e  sindicatos que instituem esses planos previdenciários.

Senhor editor, decididamente a revista EXAME não foi justa com o nosso sistema, ainda mais considerando que a sua gestão é feita por profissionais que tantas provas já deram de sua elevada qualificação. Não vou aqui  retornar aos números que comprovam a qualidade do trabalho realizado nas últimas três décadas e meia, mas gostaria sim de fornecer um dado: em menos de dois anos o número de dirigentes de fundos de pensão certificados para exercerem as suas funções já ultrapassa 1.800.

Como a matéria passa uma imagem distorcida que ameaça o crescimento de fundos de pensão e do contingente de pessoas que estes poderiam vir a dar proteção, a revista tampouco foi justa com os trabalhadores e profissionais liberais que precisam ingressar no regime complementar para conservar a renda na aposentadoria. Nem com as empresas e os sindicatos que têm no patrocínio ou na instituição de um plano previdenciário um instrumento dos mais modernos  e, por fim, nem com a economia brasileira, que encontra nas reservas acumuladas pelos fundos de pensão uma compensação ao baixo nível da poupança interna.

Há uma década o Brasil trava uma difícil batalha pela disseminação da poupança previdenciária. Leis e normas foram atualizadas, a gestão modernizada, a governança efetivamente  praticada, os riscos minimizados e a qualificação profissional incentivada. Ao colocar em risco todas essas conquistas, a sua revista praticou um desserviço aos trabalhadores e igualmente aos empresários aos quais a publicação diz se dirigir.

Como leitores e, mais que isso, admiradores de EXAME, solicitamos de sua revista uma atitude firme no sentido de repor a verdade dos fatos”.

Fonte: Diários dos Fundos de Pensão

Imprimir | Versão em PDF Enviar por email